domingo, 2 de maio de 2010

ALGUMAS FOTOS DE CARANGOS ANTIGOS






































Cegonhas Antigas


















História da Volkswagen

Origem: Década de 30, século XX, Alemanha

A origem da empresa remonta à longínqua década de 1930 na Alemanha nazista, e ao projeto de construção do automóvel que ficaria conhecido no Brasil como "Fusca", em Portugal como "Carocha", na Alemanha como "Käfer" e nos Estados Unidos e Reino Unido da Grã-Bretanha, como "Beetle". O desejo de Adolf Hitler era o de um automóvel barato, e que qualquer pessoa pudesse comprá-lo através de um sistema de poupança voltado para sua aquisição, uma espécie de programa de carro popular. O engenheiro encarregado de desenvolver o modelo foi Ferdinand Porsche (1875-1952), apesar de grande parte de seu desenho ter sido inspirado nos carros desenvolvidos por Hans Ledwinka para a empresa Tatra.
Cerca de 336 mil pessoas pagaram pelo modelo, e protótipos do carro, chamados em alemão KdF-Wagen (KDF significa Kraft durch Freude, em português, "força através da alegria", um dos lemas do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, o conhecido Partido Nazista), surgiram a partir de 1936, sendo os primeiros modelos produzidos em Stuttgart. O carro já possuía as curvas de seu formato característico e o motor refrigerado a ar, de quatro cilindros, montado na traseira, similar ao Tatra. Erwin Komenda, chefe de desenho da Porsche de longa data, desenvolveu o corpo do protótipo que seria igual ao dos Carochas/Fuscas posteriores.
A nova fábrica - implantada numa cidade que foi criada em torno da mesma e batizada de KdF-Stadt (atual Wolfsburg) - só havia produzido algumas unidades quando a Segunda Guerra Mundial iniciou-se em 1939. Como conseqüência da guerra, sua produção foi adaptada para veículos militares, como o jipe Kübelwagen, o modelo anfíbio Schwimmwagen e o Kommandeurwagen.

1945 - Um futuro incerto

A empresa deve a sua existência no pós-guerra a um homem, o major britânico Ivan Hirst. Em abril de 1945 a KdF-Stadt e sua fábrica fortemente bombardeada foram capturados pelos norte-americanos, e passaram às mãos da administração britânica. A primeira idéia foi usá-la para a manutenção de veículos militares pesados. Para Hirst, como ela fora usada para produção militar e fora um "animal político" (menção pessoal) ao invés de um empreendimento comercial, seu equipamento na época fora destinado às reparações de guerra. Assim, Hirst pintou um dos carros da fábrica de verde e o exibiu em instalações militares britânicas. Dispondo de poucos veículos leves de transporte, em setembro de 1945 o exército britânico foi persuadido a encomendar 20.000 unidades. As primeiras unidades foram para o pessoal das forças de ocupação e para o correio alemão. Por volta de 1946 a fábrica estava produzindo 1000 carros por mês, uma quantidade notável, uma vez que a fábrica ainda precisava de reparos: o teto e os vidros danificados interrompiam a produção quando chovia, e o aço para fazer automóveis era pago com veículos produzidos.
O carro e a cidade mudaram seus nomes da época da Segunda Guerra Mundial para, respectivamente, Volkswagen e Wolfsburg. Enquanto isto, a produção crescia. Como ainda era incerto o futuro da fábrica, a mesma foi oferecida a representantes de empresas automobilísticas britânicas, americanas e francesas. Todos a rejeitaram. Depois de visitar a fábrica, Sir William Rootes, da indústria britânica Rootes Group, declarou que "o modelo não atrai o consumidor médio de automóveis, é muito feio e barulhento... se vocês pensam que vão fazer automóveis neste lugar, vocês são uns grandes tolos, rapazes". Ironicamente, a Volkswagen fabricou nos anos 80 uma versão do Hillman Avenger, modelo criado pela empresa de Rootes (Hillman), após esta ter sido absorvida pela Chrysler em 1978, e de a Chrysler, por sua vez, ter vendido sua fábrica na Argentina - que produzia este modelo como "Dodge Polara" - para a Volkswagen.

1948-1974 - Ícone da recuperação alemã

Após 1948, a Volkswagen se tornou um importante elemento simbólico e econômico, da recuperação da Alemanha Ocidental. Heinrich Nordhoff (1899-1968), ex-gerente da área de caminhões da Opel foi chamado para dirigir a fábrica naquele ano. Em 1949 Hirst deixou a empresa, agora reorganizada como um monopólio controlado pelo governo alemão ocidental. Além da introdução do veículo comercial "VW tipo 2" (conhecido como Kombi) em suas versões de passageiros, furgão e camioneta, e do esportivo Karmann Ghia, Nordhoff seguiu a política de modelo único até pouco antes de sua morte em 1968.
A produção do "tipo 1", nome oficial do "Carocha" ou "Fusca", cresceu enormemente ao longo dos anos no mundo todo, tendo atingido 1 milhão de veículos em 1954.
Durante a década de 1960 e o início dos anos 70, apesar de o carro estar ficando ultrapassado em alguns aspectos, suas exportações para os EUA, sua publicidade inovadora e sua reputação de veículo confiável ajudaram seus números de produção total superarem os do recordista anterior, o Ford Modelo "T". Por volta de 1973 sua produção mundial já superava 16 milhões de unidades.
A Volkswagen expandiu sua linha de produtos em 1967 com a introdução de vários modelos "tipo 3", os quais eram essencialmente variações de desenho de carrocerias ("hatch", três volumes) baseados na plataforma mecânica do "tipo 1". Novamente o fez em 1969 com a linha relativamente impopular chamada "tipo 4" que diferiam bastante dos anteriores pela adoção de carroceria monobloco, transmissão automática e injeção de combustível.

1974 - Do "Käfer" para o Golf

A Volkswagen enfrentou sérios problemas em fins dos anos 60, com o insucesso dos "tipo 3" e "tipo 4" também com o K70, baseado em modelo da montadora NSU. A empresa sabia que a produção do "Käfer" (Carocha, Fusca) iria terminar algum dia, porém o enigma sobre como substituí-lo se convertera num pesadelo. A chave para o problema veio da aquisição da Audi/Auto-Union, em 1964. A Audi possuía os conhecimentos tecnológicos sobre tração dianteira e motores refrigerados a água dos quais a Volks tanto necessitava para produzir um sucessor de seu "tipo 1". A influência da Audi abriu caminho para uma nova geração de Volkswagens: Polo, Golf e Passat.
A produção do Käfer na fábrica de Wolfsburg cessou em 1974, sendo substituído pelo Golf. Era um veículo totalmente diferente de seu predecessor, tanto na mecânica quanto no desenho, com suas linhas retas desenhadas pelo projetista italiano Giorgetto Giugiaro). Seu desenho seguiu tendências estabelecidas pelos pequenos modelos familiares, tais como o Mini Cooper, de 1959 e o Renault 5, de 1972 -- o Golf tinha um motor refrigerado a água montado transversalmente, desenho "hatch-back" e tração dianteira, uma configuração que tem dominado o mercado desde então. A produção do Käfer (Carocha/Fusca) continuou em fábricas alemãs menores até 1978, porém o grosso da produção foi deslocado para o Brasil e o México.
Dos anos 70 aos dias atuais
Desde a introdução do Golf, a Volkswagen tem oferecido uma gama de modelos semelhantes a de outros fabricantes europeus. O Polo, menor em tamanho que o Golf e introduzido na mesma época, os esportivos Scirocco e Corrado, e o Passat, de maior tamanho, foram os mais importantes e significativos. Em 1998 a Volks lançou o chamado New Beetle, um carro com plataforma baseada no Golf e desenho que lembrara o "Beetle"/"Käfer". Em 2002, a empresa alemã - cujo nome traduzido ao português significa "carro do povo" - lançou dois automóveis para o segmento de alto luxo: a limusine Phaeton(como chamam os sedãs na Alemanha,seu maior mercado) e o SUV Touareg.
Em 30 de julho de 2003, o último Carocha/Fusca foi produzido no México, selando para o modelo um total de 21.529.464 unidades produzidas em todo o mundo.

Hoje, a Volkswagen é parte do Volkswagen AG (Volkswagen Aktiengesellschaft), que inclui as marcas:• Audi -- antiga Auto Union/DKW -- comprada da Daimler-Benz em 1964-1966.
• NSU Motorenwerke AG -- comprada em 1969 pela divisão Audi. A marca não é mais usada desde 1977.
• SEAT -- marca espanhola adquirida em 1987.
• Škoda -- adquirida em 1991.
• Bentley -- adquirida em 1998 da empresa inglesa Vickers, junto com a marca Rolls-Royce.
• Bugatti -- adquirida em 1998.
• Lamborghini -- adquirida em 1998.
De julho de 1998 até dezembro de 2002 a divisão Bentley da Volkswagen também vendeu automóveis sob a marca Rolls-Royce, após acordo com a também alemã BMW, a qual comprara os direitos de uso do nome. A partir de 2003, apenas a BMW pode fabricar automóveis com a marca Rolls-Royce.
Outras fábricas
• Uma das maiores fábricas da Volkswagen está situada na vila de Palmela a sul de Lisboa, que é conhecida como a Autoeuropa.
• A Volkswagen Motores está localizada na cidade de São Carlos no estado de São Paulo.
• A Volkswagen Caminhões e Ônibus está localizada na cidade de Porto Real no estado do Rio de Janeiro.
• A Volkswagen de Taubaté no estado de São Paulo e a Volkswagen de São José dos Pinhais no estado do Paraná.
• A Volkswagen de São Bernardo do Campo no estado de São Paulo é a matriz no Brasil.

Portfólio no Brasil
O atual portfólio da marca alemã contém 22 veículos, sendo metade destes produzidos no Brasil: Gol "G4", Novo Gol, Voyage, Saveiro, Parati, CrossFox, Fox, Polo (hatch e sedan), Golf e Kombi; O SpaceFox é produzido na Argentina; Passat, Passat Variant, Passat CC e Tiguan são produzidos na Alemanha; o Touareg é produzido na Eslováquia; Bora, Jetta, Jetta Variant e New Beetle são produzidos no México: o Eos é produzido em Portugal (Palmela).
Ao longo dos últimos anos, a Volkswagen do Brasil foi dirigida por quatro presidentes diferentes (Herbert Demel, austríaco, Paul Fleming, inglês, Hans-Christian Maergner, alemão e Thomas Schmall, alemão) e é a atual primeira colocada em vendas em produção de carros e comerciais leves, em território nacional.

sábado, 1 de maio de 2010

Falando em Calhambeque do Rei ,Olha quem levou um da Nestlé.



Casal desfila com o calhambeque do Rei Roberto Carlos no PR
Ganho em sorteio, carro foi produzido pelo ex-piloto de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi. É uma recriação do Chevy 1933 Coupe, com motor 2.4 do Chevrolet Vectra
Não estranhe se você for ultrapassado em plena rodovia por um calhambeque azul, rodando a mais de 100 km/h, nem ache que você voltou no tempo. Trata-se do casal César Pihurski do Nascimento e Rafaela Aparecida Czepula, da pequena Mallet, Centro-Sul do Paraná, em mais uma viagem de férias a bordo de sua réplica Americar, do carango do Rei Roberto Carlos, com cara de antigo e desempenho de corrida. Para fazer bi-bi no carro, o casal enviou cerca de 20 torpedos para uma promoção da Nestlé, que está sorteando 50 exemplares da réplica, inspirada no Chevy Coupé 1933.
O prêmio veio graças a uma lata de leite condensado. O carro ano 2010 está avaliado em R$ 50 mil, mas o preço depende do tamanho da vontade – e da carteira – do comprador. O casal já recebeu propostas de R$ 100 mil, mas não tem pressa em vender. “Se eu estivesse em uma cidade onde tivesse somente asfalto, com estradas boas, eu não me desfaria dele. Mas primeiro queremos curtir um pouco, fazer uma viagem, para depois analisar as propostas. Estou empregado, a casa está paga, não precisamos de dinheiro imediato”, conta o mecânico, que trabalha em uma fábrica de papel.
A julgar pela história do ganhador, o carro está no lugar certo. César é formado em mecânica de automóveis pelo Senai e trabalhou no Autódromo de Interlagos, onde tinha aulas nas competições da Ômega Stock Car. O xodó pelo carango é inabalável. No dia em que a Gazeta do Povo foi conhecer o carro, uma pequena garoa incomodou César, que apenas tirou o calhambeque da garagem, na casa do pai. “Aqui não dá para sair muito, as ruas são ruins e sair nesse tempo iria sujar de barro”, argumenta ele, que tem um Escort, um Subaru Legacy e uma moto Honda. Por enquanto, nem a esposa Rafaela nem o pai dirigiram o calhambeque. “Ela vai dirigir sim, basta ter um domingo de sol, nesses dias está só chovendo”, despista.
Até a última sexta-feira o carro tinha rodado apenas oito quilômetros. O calhambeque fez a cidade parar no dia em que a Nestlé entregou o carro a César. A breve volta pela cidadezinha de 13 mil habitantes foi o suficiente para causar tanto alvoroço quanto se o motorista fosse o próprio rei, conta Rafaela.
Motor Chevrolet
César pode agora até imitar Wilson Simonal, em “Carango”, e cantar: “pode vir Erasmo, Roberto, Jerry, Agnaldo e Vanderlei. Vocês vão ver só o tremendo carango que eu ganhei”. Seu calhambeque de dois lugares faz inveja a qualquer saudoso da Jovem Guarda, ostentando embaixo do capô o potente motor flex Vetec 2.4, da Chevrolet, o mesmo da S10 e do Vectra. Além disso, “roda tala larga, genial”, continuaria Simonal, cantando ainda os bancos de couro, direção hidráulica e grande estabilidade do auto. O ronco é suave e a condução é fácil, com a carroceria toda em fibra de carbono. “O que mais me surpreendeu foi a facilidade na troca de marcha e da direção hidráulica. A estabilidade dele é muito grande e a resposta é muito rápida. Me deu uma vontade de pisar fundo, pisei e disse, mano, poderia pegar 200 tranquilamente com esse carro”, diz o paulistano César.
Fonte http://www.gazetadopovo.com.br/automoveis/conteudo.phtml?id=987992

Calhambeque do Rei em 70 dias













O calhambeque que originou a música dos anos 60 foi restaurado pelo campeão das pistas Emerson Fittipaldi.
O desafio de Emerson era não só deixar o modelo novo outra vez, mas também modernizá-lo. Sob a coordenação de Fittipaldi, uma equipe com 20 profissionais, entre projetistas, mecânicos e engenheiros, trabalhou durante 70 dias corridos para concluir a missão na semana passada.
“Nossa equipe mexeu em tudo: pneus, rodas, motor, escapamento, mecânica, tapeçaria, estofamento e funilaria. Além disso, também fizemos pintura, cromagem, painel de instrumentos e instalamos um sistema de som”, explica Emerson Fittipaldi. Segundo o bicampeão, o rei fez apenas três exigências: queria que o carro fosse pintado de azul e tivesse um “som poderoso” e ar-condicionado. O resto ficaria a cargo do bicampeão de Fórmula 1.
Na entrega do carro, semana passada, sem esconder a emoção, Roberto Carlos aprovou a transformação. “É uma surpresa muito linda mesmo. Estou doido para acelerar essa máquina", disse o rei enquanto observava cada detalhe do seu “novo” Calhambeque.


Agora uma canção... Gravada por Erasmo Carlos em 1966

O Carango
Copacabana carro vai zarpar
Todo lubrificado
Prá não enguiçar
Roda tala larga genial
Botando minha banca
Muito natural
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Camisa verde clara, calça Santropê
Combinando com o carango
Todo mundo vê
Ninguém sabe o duro que dei
Prá ter fon-fon
Trabalhei, trabalhei

Depois das seis
Tem que acender farol
Garota de menor não pode ser sem sol
Barra da Tijuca já michou
A onda boa agora
É ir pro Le Bartô
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Garota saia curta essa moda é bem
E todo mundo no carango
Não sobrou ninguém
Ninguém sabe o duro que dei
Prá ter fon-fon
Trabalhei, trabalhei

Mas em São Paulo o frio é de lascar
Eu pego uma boneca
E vou pro Guarujá
Paro o carro frente pro mar
Barra limpa bonequinha
Chega mais prá cá
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Capota levantada prá ninguém nos ver
Um abraço e um beijinho
Isso é que é viver
Ninguém sabe o duro que dei
Prá ter fon-fon
Trabalhei, trabalhei
Roberto, Simonal e Wanderley... veja só o Carango que eu Comprei... HeHeHe...