segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Honda Shadow 750 e Yamaha Dragstar 650

Amigos o blog é aberto para várias opiniões.. Essa fonte de pesquisa foi a Revista Duas Rodas..!!!
/y4UgiFyMWDw/s320/1.jpg" />
Mas eu gostaria de saber a opinião de cada um.. Quais os pontos fortes, os pontos fracos, qual os problemas mais comuns, as dificuldades, as peças similares ou paralelas que são viáveis etc etc.. Na minha Opinião São duas EXCELENTES MÁQUINAS.. quem possui uma tem um ótimo gosto !!! Espero que gostem da Postagem.. Abraços. Motocas e Carangos Duas opções nacionais para quem gosta de boas estradas As duas grandes custom nacionalizadas, Honda Shadow 750 e Yamaha Dragstar 650, foram feitas para estrada, de preferência muito bem asfaltadas Uma escolha difícil. E põe difícilnisso! As duas opções de custom estradeiras, Honda Shadow 750 e Yamaha Dragstar 650, são motos nacionalizadas que deixariam feliz qualquer maníaco por estradas. Motores de dois cilindros em V, grande distância entre-eixos, pedaleiras avançadas, banco largo, rodar silencioso... São muitas as características comuns em meio a várias diferenças. A começar pelo estilo. Apesar de muito parecidas, elas têm concepção diferentes. Repare na Yamaha Dragstar, se traçar uma linha entre a coluna de direção e as traves laterais do quadro, o caminho vai em direção ao eixo traseiro. Essa é uma característica típica de chopper, reforçada pela roda dianteira de 19 polegadas e a posição do guidão. Um estilo até mais esportivo nesse tipo de moto. Facilita as tomadas de curva com o pneu dianteiro mais fino, mas compromete parte do conforto por causa do banco do garupa com pouca espuma. Tudo em nome do estilo: para acompanhar a linha do banco, nota-se que o banco do garupa é curvo, para "copiar" o pára-lama traseiro, terminando de forma harmoniosa, que lembra um rabo de pato. Para reforçar a imagem chopper, na Dragstar o monoamortecedor traseiro fica escondido, dando a impressão de uma clássica "rabo duro". Felizmente não tem nada de "duro", porque a suspensão se entende bem com nossa buraqueira. Já na nova Honda Shadow a opção pelos dois amortecedores cromados na traseira também visa aumentar a identificação com as custom. Com cinco regulagens se adequa bem a cada tipo de piso ou carga. Em ação, ambas são muito parecidas quanto ao conforto, com ligeira vantagem para a Shadow por causa dos amortecedores reguláveis, banco mais largo e com mais espuma.
A Honda Shadow 750 adota o estilo custom clássico. O banco segue a linha do tanque, em uma reta horizontal, terminando no assento do garupa e no páralama até exagerado, que lembra as clássicas Indian dos anos 50. Uma questão de estilo que se revela atual graças à moda retrô que parece ter tomado conta de tudo. A Honda preferiu a roda dianteira de 17 polegadas e pneus mais largos. Ao contrário da primeira impressão ao pilotar a Shadow (DUAS RODAS 363) ela se entende bem com as curvas, porém as pedaleiras raspam muito facilmente no chão, por ser mais baixa. O vão livre do solo é de 130 mm, enquanto na Dragstar é de 140 mm. O mais curioso é que, em outros países, a Yamaha tem a sua Dragstar 650 Classic um estilo custom e a Honda também tem a sua Shadow "chopper", uma troca de estilos. Mas, por questões de estratégia, cada uma decidiu por comercializar no Brasil apenas uma versão. Qual das duas é mais bonita é uma questão pessoal. Próximas e distantes As semelhanças vão desde da transmissão secundária por cardã, até o painel. Na Shadow o eixo é todo coberto por um tubo de metal, enquanto na Dragstar parte do eixo fica descoberta para usar pneu largo (170/80-17). Na Shadow o pneu traseiro é 160/80-17. O painel de ambas é apoiado no tanque, mas na Shadow é eletrônico com hodômetro digital (parcial/total), enquanto na Dragstar é mecânico com hodômetro total e parcial analógico. Ambos marcam até 180 km/h. Outra "coincidência" pode ser observada nos punhos polidos, mas com uma diferença: na Shadow o farol é acionado automaticamente junto com o motor e não há lampejador de farol alto, enquanto na Dragstar existe o interruptor de farol, assim como o lampejador. A curiosidade é que a Yamaha já adotou este sistema de farol automático no final dos anos 80, mas voltou atrás a pedido dos usuários. Agora que a tendência de "sempre aceso" já toma conta até das motos pequenas, ela deixou de fora na sua versão estradeira. Os tanques de gasolina em forma de gota, com o bocal deslocado, são outro detalhe comum das duas concorrentes. O tanque da Yamaha comporta 16 litros e o da Honda, 14,3 litros. Ambas têm autonomia compatível com a vocação estradeira. A Dragstar fez média de 18 km/litro, enquanto a Shadow fez 20,5, ambas em ritmo bem “civilizado”. Porém a Drag já mostrou ser beberrona em alto giro. Diferenças? Com tantas "semelhanças", onde estão as diferenças? O melhor é fazer uma lista: - Amortecedor dianteiro: na Dragstar ele é hidráulico, com tubos expostos, tipo Ceriani, com um pequeno protetor para evitar pedradas. O curso é de 140mm. Na Shadow os amortecedores hidráulicos têm capa protetora e o curso é de 117 mm. - Os motores têm a mesma arquitetura V2, mas na Yamaha é arrefecido a ar, com ângulo de 70º entre os cilindros, duas válvulas por cilindro e pintado de preto fosco com a tampa do comando cromada. A potência declarada é de 40 cv a 6.500 rpm e torque de 5,2 Kgf.m a 3.000 rpm, portanto uma faixa útil de 3.500 rpm. Na Honda o motor também é V2, mas com arrefecimento líquido e pintado de alumínio. Tem três válvulas por cilindro e também tampas cromadas. Os cilindros fazem ângulo de 52º (e não 45º como foi publicado na edição 363), a potência vai aos 45,8 cv a 5.500 rpm e torque de 6,42 kgf.m aparece nas 3.000 rpm (faixa útil de 2.500 rpm). Na Honda cada cilindro tem duas velas. - As duas custom têm duas saídas de escape, mas na Shadow elas se juntam em um só terminal. Ambas são muito silenciosas. - A chave da ignição da Yamaha é na coluna de direção, junto com a trava do guidão, solução pouco prática para manipular, mas muito segura para evitar sair com o guidão travado. Já a Honda tem a chave na lateral esquerda em local de fácil acesso, mas a trava do guidão é separada. Se por um lado tem a vantagem de contar com sistema codificado de segurança, por outro existe o risco de esquecer o guidão travado e ter uma tremenda surpresa na hora de sair. - Ambas têm freio a disco dianteiro e tambor traseiro, com um comportamento de frenagem tão parecido que mal dá para achar uma diferença. Neste tipo de moto, o freio traseiro é muito usado porque a distribuição de peso é mais equilibrada. Em baixa velocidade, até pode-se usar apenas o traseiro. Como andam O espírito custom/chopper determina que é preciso muita calma, sempre. Estas motos não foram feitas para correr, mas para desfrutar do bom torque em baixas e médias rotações, aproveitando o máximo o prazer de pilotar. O motor da Dragstar apresenta uma faixa útil maior (a diferença entre a rotação de torque máximo e de potência máxima) e isso significa respostas mais "elásticas", apesar de uma certa "preguiça" para subir de rotação. Já na Shadow, a faixa útil é menor, porém a maior cilindrada faz as rotações subirem com mais ânimo. Só pára quando o limitador de giro entra em ação e corta a ignição de um cilindro. Ambas podem ser pilotadas em ritmo tranqüilo. Mas se quiser um toque mais esportivo, o motor Honda tem mais presença. A posição de pilotagem é tão parecida em ambas que foi preciso sentar nas duas alternadamente várias vezes para tentar descrever alguma diferença, mesmo que sutil. O guidão da Shadow é mais aberto e alto, enquanto na Dragstar é um pouco mais fechado e baixo. Ambas têm as pedaleiras lá na frente e só mesmo a posição do garupa é bem diferente, com uma pequena vantagem na Shadow. Mas a primeira providência ao adquirir qualquer uma delas é instalar um sissy-bar (aquele apoio de garupa) para preservar a amizade, casamento ou namoro. A vantagem do guidão mais estreito na Dragstar é permitir um melhor deslocamento entre os carros. Mas quando o assunto é trânsito congestionado, pode esquecer que está de moto! Com muita sorte vai aparecer um "corredor largo" para se esgueirar entre os carros. Com as imensas distâncias entre-eixos das duas, nem pense em "costurar" no trânsito (leia box). A velocidade máxima é um dado sem muita importância numa custom. Vale como curiosidade: a Yamaha chega a 170 km/h de velocímetro, o que representa cerca de 155 km/h reais. Já a Shadow fez valer seus 5 cv e os 100 cc a mais e chegou a mais de 180 km/h no velocímetro, algo como 168 km/h. Em qualquer uma delas o mais difícil é suportar o vento acima dos 140 km/h e manter a cabeça reta e os pés nas pedaleiras. Aí se entende porque um dos acessórios mais instalados nas custom é a pedaleira de plataforma. A maior diferença entre ambas ficou propositadamente para o final: o preço! A Shadow 750 era vendida, em São Paulo, no final de 2005, por R$ 31.900, enquanto a Yamaha Dragstar era comercializada por R$ 25.000. Uma grande diferença, fruto da escolha que cada marca fez para seus modelos. Ese valor de R$ 6.900 (que representa 27,6%), o suficiente para dar uma bela equipada na Dragstar. Em função desta diferença de preço, a Yamaha Dragstar passou a ser uma opção interessante diante do que oferece, independentemente da menor cilindrada, estilos e preferências. Tem gente que simplesmente odiou os pára-lamas da Shadow, assim como também teceram críticas ao pequeno pára-lama dianteiro da Yamaha. São estilos diferentes que depende de gosto pessoal. Como já disse no início: que decisão difícil! Na cidade Sexta-feira é o dia oficial das motos custom nas grandes cidades. Se for dia ensolarado, elas pipocam pilotadas por executivos de terno, gravata, mochila nas costas e capacete coquinho... Nesse ambiente, quem escolher a Drag Star terá um pouco mais mobilidade para serpentar entre os automóveis já que essa Yamaha é mais esguia e leve: pesa 215 kg contra os 239 kg da Honda. Porém, a Honda mostrou-se extremamente equilibrada; basta uma acelerada para buscar o torque e mantê-la na trajetória. Outra vantagem da Honda é a refrigeração líquida que, com a ajuda da ventoinha, mantém temperatura do motor dentro dos padrões. Já na Drag, a refrigeração a ar tem como vantagem a simplicidade mecânica, porém a curva do escape do cilindro traseiro esquenta demais, um martírio para o piloto nos congestionamentos. http://www.revistaduasrodas.com.br/noticias/noticiasDetalhe.aspx?id=344

5 comentários: